segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Investimento na Embraer

BIMAQ promove palestra sobre as perspectivas de investimentos da Embraer nos próximos anos

A ABIMAQ promoveu em sua sede, no dia 8 de julho, a palestra “Planos de Investimentos da Embraer”, que apresentou aos participantes o panorama atual e as perspectivas da empresa para os próximos anos, tendo como objetivo esclarecer dúvidas sobre o tema e auxiliar os associados na antecipação de decisões e formação de parcerias. Segundo Corrado Vallo, vice-presidente da ABIMAQ, o evento representou o primeiro passo em relação ao interesse da associação em montar uma câmara setorial de componentes, equipamentos e máquinas aeroespaciais, visando, entre outros objetivos, a obter um índice de nacionalização cada vez maior para os componentes aeronáuticos.
Representando a Embraer, estiveram na ABIMAQ os engenheiros Paulo Marchioto, diretor de Programação, Controle de Produção e Logística, e Dídimo Garcia, gerente de Arquitetura Industrial. Durante a palestra, Garcia detalhou os produtos e as atividades de cada unidade da empresa e o processo de fabricação de aeronaves, citou iniciativas de automação planejadas e realizadas, e identificou os tipos de equipamentos e máquinas utilizados pela empresa, ressaltando os investimentos e as necessidades da Embraer neste setor para o futuro. “Antes se pensava que avião era feito de forma artesanal. Esta filosofia foi repensada e hoje estamos adicionando cada vez mais a automação em nossos processos de produção. A robotização é uma tendência mundial e vamos continuar nesta linha. Não há outra forma de atingir qualidade mundial sem pensar neste processo”, explicou Garcia, acrescentando que a atuação no mercado aeronáutico exige alta qualificação, capital intensivo e atuação mundial. “Como estamos inseridos em um contexto global, o fornecedor da Embraer tem que se encaixar nesse contexto, produzindo com o mesmo grau de qualidade e precisão exigidos pela Boeing, por exemplo. É esse tipo de máquina e equipamento que queremos adquirir. Uma vez qualificado financeiramente, o drive passa a ser a tecnologia aeronáutica que o fornecedor tem a oferecer.”
Os processos e máquinas utilizados na fabricação dos aviões incluem: furação, soldas robotizadas, rebitagem robotizada e junção de fuselagem, entre outros. Entre as iniciativas de automação planejadas, realizadas e já em operação na Embraer, foram citadas: linha de montagem robotizada para o avião da linha executiva Phenom 100, robô de furação para asa do mesmo modelo, rebitadora de super painéis para os aviões comerciais EMB 170/190, robô de soldagem de tubos, além de outros exemplos apresentados.
Questionado sobre a influência da crise econômica nos investimentos futuros, Garcia explicou que a crise foi deflagrada após o término de um programa da empresa e antes do início do próximo. “Como acreditamos que o investimento em inovação é crucial para que a Embraer continue forte no futuro, foram reduzidos ciclos e despesas, mas os investimentos em tecnologia para o aumento da produtividade estão mantidos”, disse, destacando os programas de produção dos jatos executivos Legacy 500 e Legacy 450, que devem entrar em operação a partir de 2012.

Nenhum comentário: